sexta-feira, 29 de abril de 2011

Filogenia

-a evoluçao dos seres vivos:os ancestrais comuns

Anatomia comparada

Ao analisar as diferentes espécies, podemos observar que estas apresentam estruturas semelhantes ou membros com a mesma função. A observação destes caracteres veio apoiar as ideias evolucionistas, pois este facto demonstra uma origem comum de diferentes espécies.

-homem descende do macaco ?

Quando Charles Darwin (1859) mencionou em sua obra monumental “On the Origin of Species” a descendência do ser humano, a idéia em torno de sua descendência a partir dos macacos era bastante popular. Foi James Burnett (Lord Mondobbo), entre outros, que em 1784 considerou a origem do homem a partir de um “antropóide”: em princípio pura especulação. Thomas Huxley (1863) e Ernst Haeckel (1874) se encarregaram de popularizar este dogma.


Conta-se que a esposa do Bispo de Worcester teria reagido com espanto diante da visão de Darwin:


“My Dear, esperemos que isso não seja verdade; mas se for verdade, esperemos que ninguém descubra!”

E a cara dama pôde se reconfortar em seus pensamentos, pois na época de Darwin e também depois, nem todos os cientistas queriam aderir a este círculo de adeptos da cadeia de evolução humana a partir do “antropóide”. Além disso, não devemos nos iludir que tudo aquilo, que assumimos como evolução humana, apesar da “convicção” de muitos antropólogos, permanece ainda como de natureza hipotética...!


-reino, monera , reino ´protista

Quanto a sua classificação, os seres vivos estão atualmente divididos em cinco reinos:
3. Reino Monera: composto por organismos unicelulares (formados por uma única célula) e procariontes (células que não possuem um núcleo organizado). Fazem parte deste reino: as bactérias e algas azuis ou cianobactérias (antigamente eram consideradas como vegetais inferiores).


5. Reino Protista: formado por seres unicelulares e eucariontes. Estão presentes neste reino: protozoários (giárdias, amebas, tripanossomas) e algas inferiores ou eucariontes.

-Reino vegetal ou plantae ou metafita

Reino das plantas ou dos vegetais (ou reino Plantae ou Metaphyta) - Engloba todas as plantas. Esses seres são pluricelulares, autotróficos e possuem tecidos especializados;
Composição Os organismos que compõem este reino são em sua grande maioria autotróficos, ou seja, seres cuja organização celular conta com os cloroplastos (organelas especializadas na produção de matéria orgânica a partir de matéria inorgânica, incluindo a energia solar). Suas células possuem uma parede celular formada por celulose.

O reino Plantae, é composto por organismos capazes de produzirem o seu próprio alimento. Contudo, independente disso, eles possuem necessidades específicas de determinados nutrientes presentes somente no solo, como os sais minerais.

Fotossíntese Sua produção própria de alimento se dá através da realização da fotossíntese (processo pelo qual as plantas absorvem energia solar para produzirem sua própria energia). Isto ocorre através da ação da clorofila existente em seus cloroplastos.

Plantas parasitas Entretanto, há muitas espécies de plantas que não são capazes de produzir seu próprioalimento, por esta razão, elas agem de forma parasita, extraindo de outras plantas os nutrientes necessários para sua sobrevivência.

Importância das plantas As plantas são extremamente importantes para a continuidade da vida em nosso planeta, sem elas, os demais seres vivos da cadeia alimentar não seriam capazes de obter a energia necessária para sua sobrevivência.

Elas são consideradas o primeiro elo da cadeia, pois sustentam todos os demais (animais, fungos, bactérias e protistas).

Não fazem parte do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e vários organismos autotróficos unicelulares ou coloniais.

-reino fungo ou fungi
O Reino Fungi compreende os organismos eucariontes, heterotróficos que se alimentam de nutrientes absorvidos do meio, com espécies unicelulares e multicelulares formadas por filamentos denominados hifas. São conhecidos popularmente por: leveduras (fermento), bolores, mofos, cogumelos e orelha-de-pau.

Existem espécies de vida livre ou associadas (em simbiose) com outros organismos, como por exemplo, os liquens, uma relação harmônica interespecífica de fungos e algas. Contudo, algumas espécies são parasitas, mantendo relações desarmônicas com plantas e animais. A maioria é saprofágica, alimentando-se da decomposição de cadáveres.

A classificação dos quatro Filos obedece a critérios reprodutivos (diferença entre as estruturas reprodutivas), com ciclo de vida em duas fases: uma assexuada e outra sexuada.

Na assexuada formam-se esporos por divisões mitóticas, podendo essa fase se prolongar por indeterminado período em resposta às alterações ambientais, aguardando estímulo para desencadear o início da fase sexuada, por divisão meiótica.

Dessa forma, o Reino Fungi se subdivide nos Filos: Ascomycetes, Phycomycetes, Basidiomycetes e os Deuteromycetes.

Ascomycetes (ascomicetos) → assim chamados em razão do processo de reprodução sexuada formando sacos, conhecidos cientificamente como ascos (daí a origem do nome), que posteriormente se transformam em esporos.

Phycomycetes (ficomicetos) → são os fungos mais simples, semelhantes a uma alga, contendo esporos dotados de flagelos.

Basidiomycetes (basidiomicetes) → formam estruturas reprodutivas denominadas basídios, cuja base encontra-se fixa ao corpo de frutificação (eixo de sustentação), ficando com extremidades livres formando os basidiósporos, estrutura que aloja os esporos (exemplo: cogumelos).

Deuteromycetes (deuteromicetes) → ou fungos imperfeitos, com estrutura reprodutora pouco detalhada e conhecida, sendo a grande maioria parasita causadores de doenças.

-reino animal ou metazoa



Os metazoários ou animais formam um grupo morfologicamente heterogêneo. A diversidade estrutural do Reino Metazoa pode ser examinada quando observamos as esponjas (Porifera), os corais (Cnidaria), os caranguejos, aranhas e insetos (Arthropoda), as estrelas do mar (Echinodermata), os peixes e mesmo o homem (Chordata).
É bem aceita a hipótese de que Metazoa é um grupo monofilético. Vários caracteres são propostos como sendo sinapomórficos para todos eles: a organização multicelular, com cada uma de suas células desempenhando funções distintas, a presença de colágeno, uma proteína fibrosa, a presença de espermatozóides uniflagelados (sinapomorfias 1). Com base em espécimes fósseis, avalia-se que a origem dos animais tenha ocorrido há 565 milhões de anos, durante o período Vendiano da era Neoproterozoica (Pré-Cambriano). Estudos moleculares, no entanto, têm levado pesquisadores a propor uma origem bem mais precoce para os metazoários, há 900 milhões de anos. Independente da controvérsia sobre a data de origem, o grupo-irmão dos animais parece ser Choanoflagellata, um táxon de organismos unicelulares monoflagelados. Alguns representantes desse táxon podem formar colônias. Supõe-se que os metazoários teriam surgido de uma colônia cujos integrantes tenham se diferenciado entre células somáticas (isto é corporais, não reprodutivas) e células reprodutivas. Essa diferenciação teria permitido uma maior capacidade para realizar funções como percepção, alimentação ou defesa sem se ocupar com a reprodução.
Os primeiros metazoários provavelmente eram holopelágicos, ou seja, inteiramente livre-natantes, sendo conservada esta característica em muitos grupos na base de sua filogenia. O primeiro estágio na evolução dos metazoários é observado nos Porifera, grupo que, embora possua vários tipos de células especializadas para diferentes funções, não apresenta tecidos Os Porifera são assimétricos ou possuem simetria radial. Os tecidos nos metazoários somente apareceriam mais tarde e são observados em todos os grupos de Metazoa, exceto Porifera (sinapomorfia 2). Em Cnidaria, grupo basal na filogenia dos Metazoa, as células estão organizadas em tecidos originários dos dois folhetos germinativos do embrião (ectoderma e endoderma), que é diploblástico, mas os tecidos não formam órgãos. O ectoderma e o endoderma dos Cnidaria estão separados por uma mesogléia inicialmente acelular que, secundariamente, pode ser colonizada por células do ectoderma. Os Cnidaria possuem simetria radial e carecem de um sistema nervoso centralizado. Um passo significativo na evolução dos metazoários parece ter sido o surgimento de um outro folheto germinativo intermediário, o mesoderma, que aparece nos grupos a partir de Ctenophora (sinapomorfia 3). Os Ctenophora são organismos triploblásticos (isto é, apresentam os três folhetos germinativos no desenvolvimento embrionário) cujos tecidos não formam órgãos. Possuem simetria birradial (sinapomorfia 4) e carecem de um sistema nervoso centralizado. O outro grupo de organismos triploblásticos é muito mais diversificado morfologicamente e agrupa a maioria dos filos de metazoários. Nestes, os tecidos são agrupados em órgãos que freqüentemente formam sistemas. Apresentam, além disso, simetria bilateral ao menos em uma das fases da vida (sinapomorfia 5). Muitos desses grupos não são mais apenas pelágicos, e sim pelágico-bênticos, ou seja, vivem na coluna d’água e em contato com o substrato.
Os animais bilaterais, diferentemente daqueles com simetria radial, apresentam um sentido preferencial de locomoção e possuem, assim, uma região anterior e outra posterior. Essa característica é acompanhada pela tendência à encefalização, isto é, à concentração, na extremidade anterior, dos orgãos sensoriais e de grande quantidade de tecido nervoso responsável pela elaboração dos estímulos deles provenientes. A encefalização apresenta vários estágios de desenvolvimento a depender do grupo analisado. A evolução dos animais bilaterais tomou dois caminhos distintos. Em um dos grupos, os protostômios (proto = primeiro; stoma = boca), o blastóporo do embrião persiste para originar a boca do animal adulto ou divide-se para dar origem a boca e ânus (sinapomorfia 6). No outro grupo, os deuterostômios (deutero = secundário; stoma = boca), o blastóporo origina somente o ânus do adulto e, portanto, a boca forma-se independente do blastóporo (sinapomorfia 7).
Todos os protostômios compartilham a presença de um cordão nervoso ventral. Esse táxon contém um dos grupos de maior diversidade de espécies, os Arthropoda. Os deuterostômios, pelo contrário possuem, um sistema nervoso dorsal que, nos vertebrados, apresenta o maior grau de encefalização. Este é o grupo que inclui o homem. Alguns Arthropoda e poucos Mollusca libertaram-se do meio aquático e conseguiram conquistar o ambiente terrestre, enquanto alguns grupos de Chordata também alcançaram a terra libertando-se da água. Estes últimos incluem parte dos Vertebrata, grupo muito familiar para todos nós porque inclui os mamíferos, as aves e os extintos dinossauros, entre outros.
A proposição de uma filogenia que inclua os filos de metazoários ainda representa um campo de intenso debate, e não apenas quanto às relações de parentesco entre os filos menos representativos. Mesmo o esquema aqui apresentado em poucas linhas representa uma simplificação didática do estado do conhecimento e eclipsa as divergências entre os especialistas na área. A própria divisão dos metazoários bilaterais nos grupos-irmãos protostomados e deuterostomados, por exemplo, é criticada por alguns outros.
A busca da compreensão dos padrões evolutivos dos animais e dos principais passos na história de sua diversificação certamente ainda irá fascinar gerações de zoológos e continuará representando um dos modos pelos quais o homem procura compreender sua posição no universo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

-De Organismo a biosfera
 
Existem vários níveis hierárquicos de organização entre os seres vivos, começando pelos átomos e terminando na biosfera. Cada um desses níveis é motivo de estudo para os biólogos.
Átomos e moléculas
Os átomos forma toda a matéria que existe. Eles se unem por meio de ligações químicas para formar as moléculas, desde moléculas simples como a água (H2O), até moléculas complexas como proteínas, que possuem de centenas a milhares de átomos. Como já vimos, a matéria viva é formada principalmente pela união dos átomos (C) Carbono, (H) Hidrogênio, (O) Oxigênio e (N) Nitrogênio.
Organelas e Células
As organelas são estruturas presentes no interior das células, que desempenham funções específicas. São formadas a partir da união de várias moléculas. A célula é a unidade básica da vida, sendo imprescindível para a existência dela. Existem vários tipos de células, cada uma com sua função específica.
Tecidos
Os tecidos são formados pela união de células especializadas. Os tecidos estão presentes apenas em alguns organismos multicelulares como as plantas e animais. Um exemplo de tecido é o muscular tem a função de produzir os movimentos musculares, o tecido ósseo, formado pelas células ósseas tem a função de sustentar o organismo.
Órgãos
Os tecidos se organizam e se unem, formando os órgãos. Eles são formados de vários tipos de tecidos, por exemplo. O coração é formado por tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso. Os ossos são formados por tecido ósseo, sanguíneo e nervoso.
Sistemas
Os sistemas são formados pela união de vários órgãos, que se trabalham em conjunto para exercer uma determinada função corporal, por exemplo, o sistema digestório, que é formado por vários órgãos, como boca, estômago, intestino, glândulas, etc.
Organismo
A união de todos os sistemas forma o organismo, que pode ser uma pessoa, uma planta, um peixe, um cachorro, um pássaro, um verme, etc.
População
Dificilmente um organismo vive isolado, ele interage com outros organismos da mesma espécie e de outras espécies, e também com o meio ambiente. O conjunto de organismos da uma mesma espécie, interagindo entre si e que habitam uma determinada região, em uma determinada época, chama-se população.
Comunidade
O conjunto de indivíduos de diferentes espécies interagindo entre si numa determinada região geográfica, ou seja, conjunto de diferentes populações vivendo juntas e interagindo é chamado de comunidade. O “Cerradinho”, uma reserva ecológica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é uma comunidade que abriga diferentes populações de plantas e animais nativos da região.
Ecossistema
O ecossistema é o conjunto dos seres vivos da comunidade, com os fatores não vivos, como temperatura, luminosidade, umidade e componentes químicos. Esses fatores não vivos são chamados de fatores abióticos. Os seres vivos são chamados de fatores bióticos. A interação entre os seres bióticos e os abióticos recebe o nome de ecossistema. Por exemplo, uma população de jacarés que está tomando sol em cima de uma pedra, nas margens de um rio.
Biosfera
A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra. A biosfera é a mais alta de todas as hierarquias.
Leia também:
  • Espectro Biológico

-De celula a organismo


Molécula _ célula _ tecido _ órgão _ sistema _organismo _  população _ Comunidade _ ecosistema _
 Ecosistema: comunidade + fatores abióticos _ organismos + luz + água + solo e outros fatores abióticos.
 População: conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive em um mesmo local.
 Comunidade: conjunto de populações de espécies distintas e que vivem em um mesmo local.
 Biosfera: conjunto dos ecosistemas da Terra.
 Fatores abióticos, podem ser físicos, químicos ou geológicos: água, solo, ar, luz, calor, substancias químicas, entre outros;
 Fatores bióticos é o conjunto dos seres vivos.
 Todos os seres vivos possuem algumas características em comum, entre elas, o ciclo vital, organização celular, crescimento, metabolismo, movimento, reprodução, evolução e composição química da célula.

-Os niveis de organização e os ramos da Biologia que estudam


Sendo, portanto, uma ciência muito ampla e detalhada, não se atendo somente ao funcionamento vital, mas também às relações de comportamentos e hábitos particulares ou em conjunto dos indivíduos, seja em qualquer nível de complexidade orgânica: vírus, bactérias, protozoários, fungos, vegetais e animais, integrantes ativos e passivos do meio físico-químico inorgânico (litosfera, hidrosfera e atmosfera), cada um sujeito à seleção e adaptação de seu tempo histórico.
Essa ciência, oficialmente reconhecida por volta de 1800, utiliza desde então o método científico para analisar, confirmar ou refutar uma afirmação ou explicação, por meio de observações ou experimentos testados empiricamente.
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO EM BIOLOGIA
Molécula – Organela – Célula – Tecido – órgão – Sistema – Organismo – População – Comunidade – Ecossistema – Biosfera
PRINCIPAIS SUBDIVISÕES DA BIOLOGIA
Anatomia: Compreende o estudo da estrutura morfológica desde a célula até um sistema;
Citologia: Estuda a célula em todos os seus aspectos (forma, tamanho, funcionamento, composição e função);
Ecologia: Observa as relações dos seres vivos entre si e inseridos no meio ambiente;
Embriologia: Examina a formação e o desenvolvimento dos organismos;
Evolução: Analisa os supostos eventos desde a formação do planeta e mecanismos pelos quais passaram e ainda passam os organismos, a partir da gênese do primeiro ser vivo;
Paleontologia: Reconstrói a história do planeta com base em registros fossilíferos;
Fisiologia: Estuda o funcionamento de uma unidade anatômica celular e sua união compondo os tecidos e órgãos, totalizando a integralidade dos sistemas corporais;
Genética: Pesquisa a fascinante natureza química do material hereditário e sua transferência ao longo das gerações;
Histologia: Analisa a especificidade dos tecidos orgânicos;
Virologia: Estuda os vírus;
Micologia: Estuda os fungos;
Protistologia: Estuda os protozoários;
Botânica: Estuda os vegetais;
Zoologia: Estuda os animais;
Taxonomia e a Sistemática: Analisam as características filogenéticas entre as espécies, classificando-as conforme o grau de semelhança.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O uso dos solos

-O que é solo

O solo é a camada superficial constituída de partículas minerais e orgânicas, distribuídas em horizontes de profundidade variável, resultante da ação conjunta de agentes intempéricos sobre as rochas e a adaptação destas às condições de equilíbrio do meio em que se encontram expostas, geralmente diferentes daquele que condicionou sua gênese apresentando variabilidade espacial. No caso de solos aluviais, essa variabilidade torna-se mais intensa, por serem formados por partículas de diversas gêneses sedimentadas aleatoriamente ao longo da superfície de uma determinada área.

-Qualidade do solo

 A qualidade do solo é definida como a capacidade deste de funcionar dentro do ecossistema para sustentar a produtividade biológica, manter a qualidade ambiental e promover a saúde das plantas e animais (Doran & Parkin, 1994). Outras definições para a qualidade do solo foram descritas: “capacidade de um tipo específico de solo funcionar como ecossistema natural ou manejado para sustentar a produtividade animal e vegetal, manter a qualidade da água e do ar e suportar o crescimento humano (Karlen et al., 1997); “condição do solo relativa aos requerimentos de uma ou mais espécies biológicas e/ou de algum propósito humano (Johnson et al., 1997) “capacidade do solo de sustentar a diversidade biológica, regular o fluxo de água e solutos, degradar, imobilizar e destoxificar compostos orgânicos e inorgânicos e atuar na ciclagem de nutrientes e outros elementos (Seybold et al., 1998).

-O bom uso do solo

Evitar o desmatamento continua sendo a melhor estratégia para minimizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) em regiões como o Estado de Mato Grosso, onde a fronteira agrícola avança sobre o Cerrado. Mas o manejo agrícola e o uso adequado do solo também podem contribuir consideravelmente para um futuro com menos emissões.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos que, utilizando um modelo biogeoquímico, fizeram uma estimativa dos impactos das emissões de GEE até 2050 em diferentes cenários de desmatamento e de usos do solo na fronteira agrícola de Mato Grosso.

-Problemas na ocupação dos solos

Uma rocha qualquer, ao sofrer intemperismo, transforma-se em solo, adquire maior
porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, o que cria condições propícias
para o desenvolvimento de formas vegetais e animais. Estas, por sua vez, passam a fornecer
matéria orgânica à superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo
é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um manto de
intemperismo que recobre superficialmente as rochas da crosta terrestre.
A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se
concentrada apenas na camada superior do solo. Essa camada é chamada de horizonte A, o
mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. Logo abaixo, com espessura variável
de acordo com o clima, responsável pela intensidade e velocidade da decomposição da rocha,
encontramos rocha intemperizada, ar e água, que formam o horizonte B. Em seguida, 
encontramos rocha em processo de decomposição – horizonte C – e, finalmente, a rocha
matriz – horizonte D -, que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre. Sob as
mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua
constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo
de massapê, e assim por diante.
É importante destacar que solos de origem sedimentar, encontrados em bacias
sedimentares e aluvionais, não apresentam horizontes, por se formarem a partir do acúmulo de
sedimentos em uma depressão, e não por ação do intemperismo, mas são extremamente
férteis, por possuírem muita matéria orgânica.
O principal problema ambiental relacionado ao solo é a erosão superficial ou desgaste,
que ocorre em três fases: intemperismo, transporte e sedimentação.
Os fragmentos intemperizados da rocha estão livres para serem transportados pela
água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o
escoamento superficial da água é o principal agente erosivo e, sendo o horizonte a o primeiro a
ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo.
A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento
superficial da água: quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água de
transportar material em suspensão; quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.
A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno e da densidade da
cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa, pois a água encontra muitos
obstáculos (raízes, troncos, folhas) à sua frente e, portanto, muita água se infiltra no solo. Em
uma área desmatada, a velocidade de escoamento superficial é alta e a água transporta muito
material em suspensão, o que intensifica a erosão e diminui a quantidade de água que se
infiltra no solo.
Assim, para combater a erosão superficial, há dois caminhos: manter o solo recoberto
por vegetação ou quebrar a velocidade de escoamento utilizando a técnica de cultivo em
curvas de nível, seja seguindo as cotas altimétricas na hora da semeadura, seja plantando em
terraços.
Para a conservação dos solos, deve-se evitar a prática das queimadas, que acabam
com a matéria orgânica do horizonte A. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se
utilizar essa prática para combater pragas ou doenças.
Um problema natural relacionado aos solos de clima tropical, sujeitos a grandes índices
pluviométricos, é a erosão vertical, representada pela lixiviação e pela laterização. A água que
se infiltra no solo escoa através dos poros, como em uma esponja, e vai, literalmente, levando
os sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, etc.), o que retira a fertilidade do solo.
Essa "lavagem" chama-se lixiviação. Paralelamente a esse processo, ocorre a laterização ou
surgimento de uma crosta ferruginosa, a laterita – popularmente chamada de canga no interior
do Brasil - , que em certos casos chega a impedir a penetração das raízes no solo. 

Arabes:uma civilização,um profeta,uma nova religião

Os  Templos:

SHEIKH ZAYED A mesquita das 57 cúpulas (Árabe: مسجد الشيخ زايد)
Este é o monumento mais famoso de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Foi dedicada ao Sheikh Zayed bin Sultán al Nahyan, fundador e primeiro presidente do país, falecido em 2004 e enterrado na mesquita. “Da mesma forma que a lua tem impacto sobre as marés, é o impacto da lua que queremos para o edifício…” “Nossa idéia era criar um edifício que, na lua cheia, fosse iluminado com luz branca, porém com uma textura de qualidade evocativa de nuvens lentamente à deriva frente ao branco e ao negro”, dizem Speirs Jonathan e Associados, que projetaram a iluminação. É a terceira maior mesquita do mundo. Desde o ano de 2008 está aberta a visitantes não muçulmanos. Pode abrigar 30.000 pessoas. Possui 57 cúpulas decoradas com mármore branco; sua fachada mede 90.000 metros quadrados. Quando a lua está na fase minguante, em seu ciclo de 28 dias, cresce paulatinamente a iluminação azul na mesquita para indicar a escuridão. Na décima quarta noite, a mesquita é iluminada no azul mais profundo. O interior da mesquita é espetacular e possui maravilhosas obras com desenhos, como o maior tapete do mundo, de mais de 5.600 metros quadrados, 47 toneladas, tecido totalmente a mão e no qual trabalharam por volta de 1.300 iranianos.As colunas de mármore possuem belíssimos trabalhos em marchetaria formando figuras florais. Temas florais em madrepérola também aparecem em outras salas. Esses temas se repetem aos milhares.A mesquita possui quatro minaretes de aproximadamente 107 metros de altura e 57 cúpulas decoradas com mármore branco, da mesma forma como a decoração interior. Na construção da mesquita foram utilizados aproximadamente 220.000 metros quadrados de pedra. O pátio está pavimentado com desenhos florais em mármore, e ocupa uma superfície de 17.000 metros quadrados. Para a sua construção foram utilizados, entre outros materiais, 110.000 metros quadrados de mármore Branco Sivec.É preciso tirar os sapatos para entrar na mesquita. Esta é a antesala do salão principal. O tapete é um prazer para os olhos e as flores que adornam as paredes são em relêvo.Um imenso candelabro desce da cúpula principal; outros dois estão nas cúpulas menores. São enfeitados com centenas de cristais e pequenas luzes.É o maior candelabro de braços do mundo, de indústria alemã, com 10 metros de diâmetro e 15 metros de altura. Foi feito em ouro, prata e cobre. O ouro é farto em seu esplêndido desenho.Este é o salão de orações, onde fiéis e visitantes devem manifestar o maior respeito.Há muitos trechos do Alcorão distribuidos nas paredes para a leitura das pessoas ajoelhadas. No meio do salão há um púlpito elevado onde são lidas as orações.Quando anoitece em Abu Dhabi, uma tênue luz azul ilumina a mesquita Sheikh Zayed de ponta a ponta. Ela é vista de longe e a distância não diminui o impacto.