As cianobactérias raramente são encontradas preservadas como microfósseis, talvez pelo seu tamanho pequeno ou pela dificuldade em diferenciá-las de fósseis de fungos microscópicos, porém em alguns casos até mesmo a parede celular ficou preservada. Entretanto, estruturas biossedimentares construídas pelas cianobactérias - os estromatólitos - são encontrados em todos os continentes, sendo seu registro mais abundante no Pré-Cambriano. Os estromatólitos são estruturas caracterizadas por camadas superpostas de minerais que são produzidas por cianobactérias. As colônias de cianobactérias se fixam em um substrato, em meio aquoso límpido e iluminado e, nessas condições, proliferam e formam "esteiras microbiana", viscosas, ricas em mucilagem que captam e incorporam partículas sedimentares do meio.
Ao longo do tempo, várias camadas de mucilagem e sedimento vão se superpondo, formando estruturas na forma de domos ou colunas, os estromatólitos, que, posteriormente litificam, transformando-se em rocha.
-Fotossintese
A fotossíntese significa síntese pela luz. Excetuando as formas de energia nuclear, todas as outras formas de energia utilizadas pelo homem moderno provém do sol.
A fotossíntese pode ser considerada como um dos processos biológicos mais importantes na Terra. Por liberar oxigênio e consumir dióxido de carbono, a fotossíntese transformou o mundo no ambiente habitável que conhecemos hoje.
De uma forma direta ou indireta, a fotossíntese supre todas as nossas necessidades alimentares e nos fornece um sem-número de fibras e materiais de construção.
A energia armazenada no petróleo, gás natural, carvão e lenha, que são utilizados como combustíveis em várias partes do mundo, vieram a partir do sol via fotossíntese. Assim sendo, a pesquisa científica da fotossíntese possui uma importância vital.
Se pudermos entender e controlar o processo fotossintético, nós saberemos como aumentar a produtividade de alimentos, fibras, madeira e combustível, além de aproveitar melhor as áreas cultiváveis. Os segredos da coleta de energia pelas plantas podem ser adaptados aos sistemas humanos para fornecer modos eficientes de aproveitamento da energia solar.
As plantas são seres autótrofos - ou seja, produzem seu próprio alimento. Graças à presença de clorofila em suas folhas, elas são capazes de captar energia luminosa do sol e utilizá-la na síntese de moléculas orgânicas, que lhes servirão de alimento. Esse processo, que será explicado a seguir, é chamado de fotossíntese.
Os protozoários são animais invertebrados, unicelulares (compostos por apenas uma célula) e eucariontes (com núcleo celular organizado). Integrantes do Reino Protista, estes animais se movimentam através de flagelos, pseudópodes (pés falsos) ou cílios. Muitas espécies de protozoários são microscópicas.
Principais espécies de protozoários:
Rizópodes
A movimentação ocorre através de pseudópodes e muitas espécies causam doenças nos seres humanos.
Exemplos: ameba (causadora da doença amebíase).
Flagelados
A movimentação ocorre através de flagelos. Também são capazes de provocar doenças nos seres humanos.
Exemplos: giárdia (causadora da giardíase), leishmania (causadora da leishmaniose) e tripanossoma (causador da Doença de Chagas).
Esporozoários
São invertebrados unicelulares que vivem como parasitas.
Exemplos: Plasmódio (causador da malária).
Ciliados
O movimento destes animais é realizado através dos cílios.
Exemplo: balantídeos (causador de desinterias).
- É causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), atacando os pulmões. O tratamento é frito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças com BCG, abreugrafias periódicas e melhoria dos padrões de vida das populações mais pobres.
Lepra ou hanseníase
- É transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e causa lesões na pele e nas mucosas. Quando o tratamento é feito a tempo a recuperação é total.
Difteria
- Doença muitas vezes fatal causada pelo bacilo diftérico, que ataca principalmente crianças. Produz dor de garganta, febre e fraqueza. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (contra coqueluche) na forma de vacina tríplice.
Coqueluche
- Doença que ataca crianças, produzindo uma tosse seca característica, causada pela bactéria Bordetela per
-transmissao
Bactérias são organismos unicelulares, procarióticos, que podem ser encontrados na forma isolada ou em colônias e pertencente ao reino Monera. São microorganismos constituídos por uma célula, sem núcleo celular nem organelos membranares.
Descobertas por Anton van Leeuwenhoek em 1683, as bactérias foram inicialmente classificadas entre as plantas; em 1894, Ernst Haeckel incluiu-as no reino Protista e actualmente as bactérias compõem um dos três domínios do sistema de classificação cladístico.
Crescimento e reprodução..............................…
As bactérias podem se reproduzir com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas. A maioria delas reproduz-se assexuadamente , por cissiparidade, também chamada de divisão simples ou bipartição. Nesse caso, cada bactéria divide-se em duas outras bactérias geneticamente iguais, supondo-se que não ocorram mutações, isto é, alterações em seu material genético.
Em algumas espécies de bactérias pode ocorrer recombinação de material genético. É o caso da conjugação, fenômeno descoberto quando duas variedades geneticamente diferentes da bactéria Escherichia coli foram criadas juntas.
Nesse processo, duas bactérias geneticamente diferentes se unem por meio de pontes citoplásmaticas. Uma delas, a bactéria doadora, injeta parte do seu material genético na outra, a bactéria receptora. Então, as duas bactérias separam-se. No interior da bactéria receptora, ocorrem recombinações gênicas. Em seguida, essa bactéria reproduz-se assexuadamente por cissiparidade, dando origem a novas bactérias, portadoras de material genético recombinado.
Curiosidades............................…
As doenças provocadas por bactérias são, geralmente, mais graves que as provocadas por vírus.
Em termos de evolução, as bactérias parecem ser dos organismos mais antigos, com registros fósseis de 3,7 bilhões de anos.
Segundo a Teoria da Endossimbiose, dois organelos celulares, as mitocôndrias e os cloroplastos teriam derivado de uma bactéria endosimbionte, provavelmente autotrófica, antepassada das atuais cianobactérias.
Podem enquistar, ou seja, rodear-se de uma parede celular especial que as protege e ficar em estado de vida latente até que as condições ambientais voltem a ser favoráveis; nessa forma, elas podem viver na poeira da nossa casa e ser transportadas por correntes de ar e, dessa maneira, infectar um ser vivo que respire esse ar.
O corpo humano contém normalmente bilhões de microorganismos, quer na pele, debaixo das unhas, na boca, nariz, intestino e em outras cavidades do nosso corpo; porém, elas são normalmente impedidas de crescer nos olhos pelo líquido lacrimal.
Existem bactérias que fabricam cristais de magnetita (Fe3O4) ou greigita (Fe3S4), materiais com propriedades magnéticas, e orientam seus movimentos pelo campo magnético terrestre.
As bactérias são os organismos mais bem sucedidos do planeta. A quantidade de bactérias em nosso corpo, principalmente no trato intestinal, pele e cavidades, é muito superior ao número de células do mesmo, e o mais preocupante, só se conhecem cerca de 50% delas.
As bactérias são agentes etiológicos de vários tipos de doenças, veja em um pequeno resumo:
• Botulismo
Agente etiológico: Clostridium botulinum.
Trasmissão: Em alimentos enlatados e conservas artesanais.
Sintomas: A toxina bloqueia a transferência dos sinais nervosos para os músculos.
Cuidados: Cuidados higiênicos ao ingerir alimentos contidos em latas e estufas.
• Cólera
Agente etiológico: Vibrio Cholerae.
Transmissão: Alimentos ou água contaminados por bactéria.
Sintomas: diarréia, vômitos e cãibras.
Medidas profiláticas: lavar bem as verduras, lavar as mãos antes de ingerir qualquer alimento, ferver a água.
• Coqueluche
Agente etiológico: Bordetella pertussis.
Transmissão: é transmitido pelo ar, através de tosse, espirros de pessoas contaminadas.
Sintomas: vômito, tosse seca, febre baixa, convulsões e hemorragias cerebrais.
Prevenção: vacinações e evitar contato com doentes.
• Difteria ou crupe
Agente etiológico: Corynebacterium diphteriae.
Transmissão: São gotículas eliminadas no ar pelo nariz e pela boca de pessoas contaminadas pela bactéria.
Sintomas: a bactéria produz uma toxina que afeta as cavidades nasais, tonsilas (amídalas), faringe e laringe. Pode ocorrer morte por asfixia.
Prevenção: receber vacinação e evitar contato com doentes.
• Febre maculosa
Agente etiológico: Rickettsia rickettii.
Transmissão: picada do carrapato-estrela; esses carrapatos são ectoparasitas de aves, mamíferos (cavalos, boi, capivara) e cobras.
Sintomas: febre, vômitos, dores de cabeça e musculares, manchas vermelhas no corpo.
Prevenção: evitar caminhar em locais infectados por carrapatos sem proteger o corpo com calça comprida e botas.
• Hanseníase ou lepra
Agente etiológico: Mycobacterium leprae.
Transmissão: através da pele e do trato respiratório.
Sintomas: Falta de sensibilidade no corpo; surgem lesões na pele.
Prevenção: tomar a vacina BCG.
• Leptospirose
Agente etiológico: Leptospira
Transmissão: animais como rato, que eliminam leptospiras vivas pela urina, contaminam água e alimentos. As bactérias penetram no corpo humano principalmente através da pele, mas também pela boca, narinas e etc.
Sintomas: febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos aumento do fígado, lesões na pele.
Cuidados: prevenção de enchentes, tratamento do lixo (evitar lixões onde há ratos), tratamento da água, vigilância sanitária de alimentos.
• Meningite epidêmica
Agente etiológico: Neisseria meningitidis
Transmissão: pelo ar, através de secreções eliminadas pela boca e pelo nariz de pessoas contaminadas pela bactéria.
Sintomas: dor de cabeça, febre alta, rigidez da nuca, vômito.
Prevenção: vacinação, evitar ambientes abafados e com muitas pessoas, evitar hospitais especializados.
• Pneumonia
Agente etiológico: Streptococcus pneumoniae ou Diplococcus peneumoniae.
Transmissão: inalação de ar contaminado por essas bactérias.
Sintomas: infecção pulmonar
Cuidados: Evitar contato na fase de manifestação da doença
• Sífilis
Agente etiológico: Treponema Paliidum
Transmissão: através da relação sexual, por congênita (contaminação do feto por meio da placenta de mães portadoras da doença).
Sintomas: inflamação na pele, nos ossos, doenças respiratórias e esterilidade.
Prevenção: usar a camisinha na hora da relação sexual.
• Tétano
Agente etiológico: Clostridium tetani
Transmissão: Os esporos são encontrados no solo. Podem penetrar no corpo humano quando ocorre uma lesão causada por objetos contaminados.
Sintomas: fortes contrações musculares; pode ocorrer parada respiratória e/ ou cardíaca.
• Tuberculose
Agente etiológico: Mycobacterium tuberculosis.
Transmissão: Gotículas espalhadas no ar, através de espirros, fala e tosse de pessoas contaminadas.
Sintomas: ataca os pulmões, provocando infecções e pode passar para o sangue e a linfa, podendo atingir outras partes do corpo.
Prevenção: vacinação.
Virus
Sarampo, catapora, rubéola e caxumba
- Estas doenças também são transmitidas por saliva, gotículas eliminadas pela tosse por exemplo, atacando geralmente crianças. O doente deve ficar de cama, em isolamento e receber boa alimentação. Deve ficar também sob orientação médica, para ser atendido prontamente no caso de infecções bacterianas. A rubéola é perigosa quando contraída por mulheres grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no embrião (catarata, surdo - mudez e doenças cardíacas, entre outras).
Poliomielite
- Embora na maioria das pessoas essa virose cause apenas febre, mal estar, em alguns indivíduos, ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la , sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre a paralisia, visando melhorar a condição muscular. Assim sendo, para evitar tal doença, é muito importante que os pais vacinem os seus filhos na época recomendada pelo médico.
Febre Amarela
- É causada por um vírus transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões no fígado. A profilaxia é feita através do combate ao mosquito e da vacinação.
Raiva ou hidrofilia
- Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema nervoso. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão, sendo por isso obrigatória a vacinação eo recolhimento dos animais soltos na rua. Quando uma pessoa é mordida por qualquer animal, deve lavar várias vezes o local da ferida com água e sabão e aplicar um desinfetante. Se houver suspeita que o animal está raivoso, procurar urgentemente o hospital mais próximo o soro e vacina anti-rábicos. Deve-se também exigir que o proprietário apresente o atestado de vacinação do animal.
Hepatite a Vírus
- É uma inflamação do fígado que pode ser causada também por outros parasitas ou substâncias químicas. A transmissão ocorre por água e alimento contaminados, principalmente quando há falta de instalações sanitárias adequadas, por transfusões de sangue contaminados, por seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A evolução costuma ser benigna, mas a presença do médico é necessária e o doente deve ficar isolado, em repouso com boa alimentação.
Dengue
- Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite, podendo haver também erupções na pele semelhante ao sarampo.
A dengue não tem tratamento específico, o doente deve ficar de reouso, ingerir muitos líquidos e tomar medicamentos para a dor e febre (que não contenham Ácido Acetil Salicílico) A prevenção é a mesma para a febre amarela.
Quem já teve dengue, mesmo que de forma assintomática, ou é portador de doenças crônicas, como diabete, a artrite reumatóide ou o lupus, está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica, Ela é causado por outro vírus e começa como a dengue porém depois que a fase febril acaba, os sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, ocorre o aumento do tamanho do fígado. Caso não haja assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos
AIDS
- A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada pelo vírus HIV ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca células do sistema imunológico, responsável pelo reconhecimento e combate dos agentes estranhos (bactérias, vírus, etc.) que invadem o organismo. A principal célula atacada é o linfócito T4.
Devido a deficiência do sistema imunológico, os aidéticos, estão sujeitos a infecções por germes chamados oportunistas, que não causam problemas à pessoas com saúde normal. Além disso, são mais propensos a desenvolver alguns tipos raros de câncer como o sarcoma de Kaposi. Essas infecções terminam por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a morte.
Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV, desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma assintomática. Contudo, o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do contato por sangue, sêmen ou secreções vaginais. Isso ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos.
Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do plasma, certifique-se que procede de bancos de sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco inclui: heterosexuais, homossexuais, bissexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que necessitam de transfusões de sangue ou fatores do plasma, como os hemofílicos.
-Tramsmissão
A transmissão dessas doênças pode acontecer de várias formas,dependendo do vírus causador,como por: contato direto com a área lesoinada; contato com a saliva; contato com gotículas de saliva dispersas no ar; contato sexual; água e alimentos contaminados picada de mosquitos -Prevenção e tratamentoO tratamento das doênçasvirais é difícil por serem poucas as drogas que conseguem inativar de alguma forma os vírus.A melhor forma de prevenção é evitar o contato com os v´rus e a vacinação.
A exemplo das doênças bacterianas,medidas de higiene,saneamento básico,cuidados com a saúde pública e preservação do ambiente são as formas universiais de prevenção.
No caso de doênças sexualmente transmissíveis,cmo a aids,asa hepatites B e C e o herpes genital, o uso de preservativos é a forma mais indicada de prevenção.
Há doenças que podem ser previnidas com o uso de vacinas, como a CAXUMBA, FEBRE AMARELA,A GRIPE COMUM,AS HEPATITES A E B, A POLIOMELITE,ARAIVA,A RUBEOLA,O ARAMPO,A VARICELA E A VARIOLA
Biotecnologia
Com os avanços da biotecnologia,os cientistas buscam usar os virús em beneficioi da humanidade.
Os cientistas tentam utilizar os vírus para inserir material genético sadio em celulas doentes,corrigindo defeitos genéticos.
Ao analisar as diferentes espécies, podemos observar que estas apresentam estruturas semelhantes ou membros com a mesma função. A observação destes caracteres veio apoiar as ideias evolucionistas, pois este facto demonstra uma origem comum de diferentes espécies.
-homem descende do macaco ?
Quando Charles Darwin (1859) mencionou em sua obra monumental “On the Origin of Species” a descendência do ser humano, a idéia em torno de sua descendência a partir dos macacos era bastante popular. Foi James Burnett (Lord Mondobbo), entre outros, que em 1784 considerou a origem do homem a partir de um “antropóide”: em princípio pura especulação. Thomas Huxley (1863) e Ernst Haeckel (1874) se encarregaram de popularizar este dogma.
Conta-se que a esposa do Bispo de Worcester teria reagido com espanto diante da visão de Darwin:
“My Dear, esperemos que isso não seja verdade; mas se for verdade, esperemos que ninguém descubra!”
E a cara dama pôde se reconfortar em seus pensamentos, pois na época de Darwin e também depois, nem todos os cientistas queriam aderir a este círculo de adeptos da cadeia de evolução humana a partir do “antropóide”. Além disso, não devemos nos iludir que tudo aquilo, que assumimos como evolução humana, apesar da “convicção” de muitos antropólogos, permanece ainda como de natureza hipotética...!
-reino, monera , reino ´protista
Quanto a sua classificação, os seres vivos estão atualmente divididos em cinco reinos:
3. Reino Monera: composto por organismos unicelulares (formados por uma única célula) e procariontes (células que não possuem um núcleo organizado). Fazem parte deste reino: as bactérias e algas azuis ou cianobactérias (antigamente eram consideradas como vegetais inferiores).
5. Reino Protista: formado por seres unicelulares e eucariontes. Estão presentes neste reino: protozoários (giárdias, amebas, tripanossomas) e algas inferiores ou eucariontes.
-Reino vegetal ou plantae ou metafita
Reino das plantas ou dos vegetais (ou reino Plantae ou Metaphyta) - Engloba todas as plantas. Esses seres são pluricelulares, autotróficos e possuem tecidos especializados;
Composição Os organismos que compõem este reino são em sua grande maioria autotróficos, ou seja, seres cuja organização celular conta com os cloroplastos (organelas especializadas na produção de matéria orgânica a partir de matéria inorgânica, incluindo a energia solar). Suas células possuem uma parede celular formada por celulose.
O reino Plantae, é composto por organismos capazes de produzirem o seu próprio alimento. Contudo, independente disso, eles possuem necessidades específicas de determinados nutrientes presentes somente no solo, como os sais minerais.
Fotossíntese Sua produção própria de alimento se dá através da realização da fotossíntese (processo pelo qual as plantas absorvem energia solar para produzirem sua própria energia). Isto ocorre através da ação da clorofila existente em seus cloroplastos.
Plantas parasitas Entretanto, há muitas espécies de plantas que não são capazes de produzir seu próprioalimento, por esta razão, elas agem de forma parasita, extraindo de outras plantas os nutrientes necessários para sua sobrevivência.
Importância das plantas As plantas são extremamente importantes para a continuidade da vida em nosso planeta, sem elas, os demais seres vivos da cadeia alimentar não seriam capazes de obter a energia necessária para sua sobrevivência.
Elas são consideradas o primeiro elo da cadeia, pois sustentam todos os demais (animais, fungos, bactérias e protistas).
Não fazem parte do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e vários organismos autotróficos unicelulares ou coloniais.
-reino fungo ou fungi
O Reino Fungi compreende os organismos eucariontes, heterotróficos que se alimentam de nutrientes absorvidos do meio, com espécies unicelulares e multicelulares formadas por filamentos denominados hifas. São conhecidos popularmente por: leveduras (fermento), bolores, mofos, cogumelos e orelha-de-pau.
Existem espécies de vida livre ou associadas (em simbiose) com outros organismos, como por exemplo, os liquens, uma relação harmônica interespecífica de fungos e algas. Contudo, algumas espécies são parasitas, mantendo relações desarmônicas com plantas e animais. A maioria é saprofágica, alimentando-se da decomposição de cadáveres.
A classificação dos quatro Filos obedece a critérios reprodutivos (diferença entre as estruturas reprodutivas), com ciclo de vida em duas fases: uma assexuada e outra sexuada.
Na assexuada formam-se esporos por divisões mitóticas, podendo essa fase se prolongar por indeterminado período em resposta às alterações ambientais, aguardando estímulo para desencadear o início da fase sexuada, por divisão meiótica.
Dessa forma, o Reino Fungi se subdivide nos Filos: Ascomycetes, Phycomycetes, Basidiomycetes e os Deuteromycetes.
Ascomycetes (ascomicetos) → assim chamados em razão do processo de reprodução sexuada formando sacos, conhecidos cientificamente como ascos (daí a origem do nome), que posteriormente se transformam em esporos.
Phycomycetes (ficomicetos) → são os fungos mais simples, semelhantes a uma alga, contendo esporos dotados de flagelos.
Basidiomycetes (basidiomicetes) → formam estruturas reprodutivas denominadas basídios, cuja base encontra-se fixa ao corpo de frutificação (eixo de sustentação), ficando com extremidades livres formando os basidiósporos, estrutura que aloja os esporos (exemplo: cogumelos).
Deuteromycetes (deuteromicetes) → ou fungos imperfeitos, com estrutura reprodutora pouco detalhada e conhecida, sendo a grande maioria parasita causadores de doenças.
-reino animal ou metazoa
Os metazoários ou animais formam um grupo morfologicamente heterogêneo. A diversidade estrutural do Reino Metazoa pode ser examinada quando observamos as esponjas (Porifera), os corais (Cnidaria), os caranguejos, aranhas e insetos (Arthropoda), as estrelas do mar (Echinodermata), os peixes e mesmo o homem (Chordata).
É bem aceita a hipótese de que Metazoa é um grupo monofilético. Vários caracteres são propostos como sendo sinapomórficos para todos eles: a organização multicelular, com cada uma de suas células desempenhando funções distintas, a presença de colágeno, uma proteína fibrosa, a presença de espermatozóides uniflagelados (sinapomorfias 1). Com base em espécimes fósseis, avalia-se que a origem dos animais tenha ocorrido há 565 milhões de anos, durante o período Vendiano da era Neoproterozoica (Pré-Cambriano). Estudos moleculares, no entanto, têm levado pesquisadores a propor uma origem bem mais precoce para os metazoários, há 900 milhões de anos. Independente da controvérsia sobre a data de origem, ogrupo-irmão dos animais parece ser Choanoflagellata, um táxon de organismos unicelulares monoflagelados. Alguns representantes desse táxon podem formar colônias. Supõe-se que os metazoários teriam surgido de uma colônia cujos integrantes tenham se diferenciado entre células somáticas (isto é corporais, não reprodutivas) e células reprodutivas. Essa diferenciação teria permitido uma maior capacidade para realizar funções como percepção, alimentação ou defesa sem se ocupar com a reprodução.
Os primeiros metazoários provavelmente eram holopelágicos, ou seja, inteiramente livre-natantes, sendo conservada esta característica em muitos grupos na base de sua filogenia. O primeiro estágio na evolução dos metazoários é observado nos Porifera, grupo que, embora possua vários tipos de células especializadas para diferentes funções, não apresenta tecidos Os Porifera são assimétricos ou possuem simetriaradial. Os tecidos nos metazoários somente apareceriam mais tarde e são observados em todos os grupos de Metazoa, exceto Porifera (sinapomorfia 2). Em Cnidaria, grupo basal na filogenia dos Metazoa, as células estão organizadas em tecidos originários dos dois folhetos germinativos do embrião (ectoderma e endoderma), que é diploblástico, mas os tecidos não formam órgãos. O ectoderma e o endoderma dos Cnidaria estão separados por uma mesogléia inicialmente acelular que, secundariamente, pode ser colonizada por células do ectoderma. Os Cnidaria possuem simetria radial e carecem de um sistema nervoso centralizado. Um passo significativo na evolução dos metazoários parece ter sido o surgimento de um outro folheto germinativo intermediário, o mesoderma, que aparece nos grupos a partir de Ctenophora (sinapomorfia 3). Os Ctenophora são organismos triploblásticos (isto é, apresentam os três folhetos germinativos no desenvolvimento embrionário) cujos tecidos não formam órgãos. Possuem simetria birradial(sinapomorfia 4) e carecem de um sistema nervoso centralizado. O outro grupo de organismos triploblásticos é muito mais diversificado morfologicamente e agrupa a maioria dos filos de metazoários. Nestes, os tecidos são agrupados em órgãos que freqüentemente formam sistemas. Apresentam, além disso, simetria bilateral ao menos em uma das fases da vida (sinapomorfia 5). Muitos desses grupos não são mais apenas pelágicos, e sim pelágico-bênticos, ou seja, vivem na coluna d’água e em contato com o substrato.
Os animais bilaterais, diferentemente daqueles com simetria radial, apresentam um sentido preferencial de locomoção e possuem, assim, uma região anterior e outra posterior. Essa característica é acompanhada pela tendência à encefalização, isto é, à concentração, na extremidade anterior, dos orgãos sensoriais e de grande quantidade de tecido nervoso responsável pela elaboração dos estímulos deles provenientes. A encefalização apresenta vários estágios de desenvolvimento a depender do grupo analisado. A evolução dos animais bilaterais tomou dois caminhos distintos. Em um dos grupos, os protostômios (proto = primeiro; stoma = boca), o blastóporodo embrião persiste para originar a boca do animal adulto ou divide-se para dar origem a boca e ânus (sinapomorfia 6). No outro grupo, os deuterostômios (deutero = secundário; stoma = boca), o blastóporo origina somente o ânus do adulto e, portanto, a boca forma-se independente do blastóporo (sinapomorfia 7).
Todos os protostômios compartilham a presença de um cordão nervoso ventral. Esse táxon contém um dos grupos de maior diversidade de espécies, os Arthropoda. Os deuterostômios, pelo contrário possuem, um sistema nervoso dorsal que, nos vertebrados, apresenta o maior grau de encefalização. Este é o grupo que inclui o homem. Alguns Arthropoda e poucos Mollusca libertaram-se do meio aquático e conseguiram conquistar o ambiente terrestre, enquanto alguns grupos de Chordata também alcançaram a terra libertando-se da água. Estes últimos incluem parte dos Vertebrata, grupo muito familiar para todos nós porque inclui os mamíferos, as aves e os extintos dinossauros, entre outros.
A proposição de uma filogenia que inclua os filos de metazoários ainda representa um campo de intenso debate, e não apenas quanto às relações de parentesco entre os filos menos representativos. Mesmo o esquema aqui apresentado em poucas linhas representa uma simplificação didática do estado do conhecimento e eclipsa as divergências entre os especialistas na área. A própria divisão dos metazoários bilaterais nos grupos-irmãos protostomados e deuterostomados, por exemplo, é criticada por alguns outros.
A busca da compreensão dos padrões evolutivos dos animais e dos principais passos na história de sua diversificação certamente ainda irá fascinar gerações de zoológos e continuará representando um dos modos pelos quais o homem procura compreender sua posição no universo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
-De Organismo a biosfera
Existem vários níveis hierárquicos de organização entre os seres vivos, começando pelos átomos e terminando na biosfera. Cada um desses níveis é motivo de estudo para os biólogos.
Átomos e moléculas
Os átomos forma toda a matéria que existe. Eles se unem por meio de ligações químicas para formar as moléculas, desde moléculas simples como a água (H2O), até moléculas complexas como proteínas, que possuem de centenas a milhares de átomos. Como já vimos, a matéria viva é formada principalmente pela união dos átomos (C) Carbono, (H) Hidrogênio, (O) Oxigênio e (N) Nitrogênio.
Organelas e Células
As organelas são estruturas presentes no interior das células, que desempenham funções específicas. São formadas a partir da união de várias moléculas. A célula é a unidade básica da vida, sendo imprescindível para a existência dela. Existem vários tipos de células, cada uma com sua função específica.
Tecidos
Os tecidos são formados pela união de células especializadas. Os tecidos estão presentes apenas em alguns organismos multicelulares como as plantas e animais. Um exemplo de tecido é o muscular tem a função de produzir os movimentos musculares, o tecido ósseo, formado pelas células ósseas tem a função de sustentar o organismo.
Órgãos
Os tecidos se organizam e se unem, formando os órgãos. Eles são formados de vários tipos de tecidos, por exemplo. O coração é formado por tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso. Os ossos são formados por tecido ósseo, sanguíneo e nervoso.
Sistemas
Os sistemas são formados pela união de vários órgãos, que se trabalham em conjunto para exercer uma determinada função corporal, por exemplo, o sistema digestório, que é formado por vários órgãos, como boca, estômago, intestino, glândulas, etc.
Organismo
A união de todos os sistemas forma o organismo, que pode ser uma pessoa, uma planta, um peixe, um cachorro, um pássaro, um verme, etc.
População
Dificilmente um organismo vive isolado, ele interage com outros organismos da mesma espécie e de outras espécies, e também com o meio ambiente. O conjunto de organismos da uma mesma espécie, interagindo entre si e que habitam uma determinada região, em uma determinada época, chama-se população.
Comunidade
O conjunto de indivíduos de diferentes espécies interagindo entre si numa determinada região geográfica, ou seja, conjunto de diferentes populações vivendo juntas e interagindo é chamado de comunidade. O “Cerradinho”, uma reserva ecológica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é uma comunidade que abriga diferentes populações de plantas e animais nativos da região.
Ecossistema
O ecossistema é o conjunto dos seres vivos da comunidade, com os fatores não vivos, como temperatura, luminosidade, umidade e componentes químicos. Esses fatores não vivos são chamados de fatores abióticos. Os seres vivos são chamados de fatores bióticos. A interação entre os seres bióticos e os abióticos recebe o nome de ecossistema. Por exemplo, uma população de jacarés que está tomando sol em cima de uma pedra, nas margens de um rio.
Biosfera
A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra. A biosfera é a mais alta de todas as hierarquias.
Leia também:
Espectro Biológico
-De celula a organismo
Molécula _ célula _ tecido _ órgão _ sistema _organismo _ população _ Comunidade _ ecosistema _
Ecosistema: comunidade + fatores abióticos _ organismos + luz + água + solo e outros fatores abióticos.
População: conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive em um mesmo local.
Comunidade: conjunto de populações de espécies distintas e que vivem em um mesmo local.
Biosfera: conjunto dos ecosistemas da Terra.
Fatores abióticos, podem ser físicos, químicos ou geológicos: água, solo, ar, luz, calor, substancias químicas, entre outros;
Fatores bióticos é o conjunto dos seres vivos.
Todos os seres vivos possuem algumas características em comum, entre elas, o ciclo vital, organização celular, crescimento, metabolismo, movimento, reprodução, evolução e composição química da célula.
-Os niveis de organização e os ramos da Biologia que estudam
Sendo, portanto, uma ciência muito ampla e detalhada, não se atendo somente ao funcionamento vital, mas também às relações de comportamentos e hábitos particulares ou em conjunto dos indivíduos, seja em qualquer nível de complexidade orgânica: vírus, bactérias, protozoários, fungos, vegetais e animais, integrantes ativos e passivos do meio físico-químico inorgânico (litosfera, hidrosfera e atmosfera), cada um sujeito à seleção e adaptação de seu tempo histórico.
Essa ciência, oficialmente reconhecida por volta de 1800, utiliza desde então o método científico para analisar, confirmar ou refutar uma afirmação ou explicação, por meio de observações ou experimentos testados empiricamente.
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO EM BIOLOGIA
Molécula – Organela – Célula – Tecido – órgão – Sistema – Organismo – População – Comunidade – Ecossistema – Biosfera
PRINCIPAIS SUBDIVISÕES DA BIOLOGIA
Anatomia: Compreende o estudo da estrutura morfológica desde a célula até um sistema;
Citologia: Estuda a célula em todos os seus aspectos (forma, tamanho, funcionamento, composição e função);
Ecologia: Observa as relações dos seres vivos entre si e inseridos no meio ambiente;
Embriologia: Examina a formação e o desenvolvimento dos organismos;
Evolução: Analisa os supostos eventos desde a formação do planeta e mecanismos pelos quais passaram e ainda passam os organismos, a partir da gênese do primeiro ser vivo;
Paleontologia: Reconstrói a história do planeta com base em registros fossilíferos;
Fisiologia: Estuda o funcionamento de uma unidade anatômica celular e sua união compondo os tecidos e órgãos, totalizando a integralidade dos sistemas corporais;
Genética: Pesquisa a fascinante natureza química do material hereditário e sua transferência ao longo das gerações;
Histologia: Analisa a especificidade dos tecidos orgânicos;
Virologia: Estuda os vírus;
Micologia: Estuda os fungos;
Protistologia: Estuda os protozoários;
Botânica: Estuda os vegetais;
Zoologia: Estuda os animais;
Taxonomia e a Sistemática: Analisam as características filogenéticas entre as espécies, classificando-as conforme o grau de semelhança.
O solo é a camada superficial constituída de partículas minerais e orgânicas, distribuídas em horizontes de profundidade variável, resultante da ação conjunta de agentes intempéricos sobre as rochas e a adaptação destas às condições de equilíbrio do meio em que se encontram expostas, geralmente diferentes daquele que condicionou sua gênese apresentando variabilidade espacial. No caso de solos aluviais, essa variabilidade torna-se mais intensa, por serem formados por partículas de diversas gêneses sedimentadas aleatoriamente ao longo da superfície de uma determinada área.
-Qualidade do solo
A qualidade do solo é definida como a capacidade deste de funcionar dentro do ecossistema para sustentar a produtividade biológica, manter a qualidade ambiental e promover a saúde das plantas e animais (Doran & Parkin, 1994). Outras definições para a qualidade do solo foram descritas: “capacidade de um tipo específico de solo funcionar como ecossistema natural ou manejado para sustentar a produtividade animal e vegetal, manter a qualidade da água e do ar e suportar o crescimento humano (Karlen et al., 1997); “condição do solo relativa aos requerimentos de uma ou mais espécies biológicas e/ou de algum propósito humano (Johnson et al., 1997) “capacidade do solo de sustentar a diversidade biológica, regular o fluxo de água e solutos, degradar, imobilizar e destoxificar compostos orgânicos e inorgânicos e atuar na ciclagem de nutrientes e outros elementos (Seybold et al., 1998).
-O bom uso do solo
Evitar o desmatamento continua sendo a melhor estratégia para minimizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) em regiões como o Estado de Mato Grosso, onde a fronteira agrícola avança sobre o Cerrado. Mas o manejo agrícola e o uso adequado do solo também podem contribuir consideravelmente para um futuro com menos emissões.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos que, utilizando um modelo biogeoquímico, fizeram uma estimativa dos impactos das emissões de GEE até 2050 em diferentes cenários de desmatamento e de usos do solo na fronteira agrícola de Mato Grosso.
-Problemas na ocupação dos solos
Uma rocha qualquer, ao sofrer intemperismo, transforma-se em solo, adquire maior
porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, o que cria condições propícias
para o desenvolvimento de formas vegetais e animais. Estas, por sua vez, passam a fornecer
matéria orgânica à superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo
é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um manto de
intemperismo que recobre superficialmente as rochas da crosta terrestre.
A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se
concentrada apenas na camada superior do solo. Essa camada é chamada de horizonte A, o mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. Logo abaixo, com espessura variável
de acordo com o clima, responsável pela intensidade e velocidade da decomposição da rocha,
encontramos rocha intemperizada, ar e água, que formam o horizonte B. Em seguida,
encontramos rocha em processo de decomposição – horizonte C – e, finalmente, a rocha
matriz – horizonte D -, que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre. Sob as
mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua
constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo
de massapê, e assim por diante.
É importante destacar que solos de origem sedimentar, encontrados em bacias
sedimentares e aluvionais, não apresentam horizontes, por se formarem a partir do acúmulo de
sedimentos em uma depressão, e não por ação do intemperismo, mas são extremamente
férteis, por possuírem muita matéria orgânica.
O principal problema ambiental relacionado ao solo é a erosão superficial ou desgaste,
que ocorre em três fases: intemperismo, transporte e sedimentação.
Os fragmentos intemperizados da rocha estão livres para serem transportados pela
água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o
escoamento superficial da água é o principal agente erosivo e, sendo o horizonte a o primeiro a
ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo.
A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento
superficial da água: quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água de
transportar material em suspensão; quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.
A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno e da densidade da
cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa, pois a água encontra muitos
obstáculos (raízes, troncos, folhas) à sua frente e, portanto, muita água se infiltra no solo. Em
uma área desmatada, a velocidade de escoamento superficial é alta e a água transporta muito
material em suspensão, o que intensifica a erosão e diminui a quantidade de água que se
infiltra no solo.
Assim, para combater a erosão superficial, há dois caminhos: manter o solo recoberto
por vegetação ou quebrar a velocidade de escoamento utilizando a técnica de cultivo em
curvas de nível, seja seguindo as cotas altimétricas na hora da semeadura, seja plantando em
terraços.
Para a conservação dos solos, deve-se evitar a prática das queimadas, que acabam
com a matéria orgânica do horizonte A. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se
utilizar essa prática para combater pragas ou doenças.
Um problema natural relacionado aos solos de clima tropical, sujeitos a grandes índices
pluviométricos, é a erosão vertical, representada pela lixiviação e pela laterização. A água que
se infiltra no solo escoa através dos poros, como em uma esponja, e vai, literalmente, levando
os sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, etc.), o que retira a fertilidade do solo.
Essa "lavagem" chama-se lixiviação. Paralelamente a esse processo, ocorre a laterização ou
surgimento de uma crosta ferruginosa, a laterita – popularmente chamada de canga no interior
do Brasil - , que em certos casos chega a impedir a penetração das raízes no solo.
SHEIKH ZAYED A mesquita das 57 cúpulas (Árabe: مسجد الشيخ زايد)
Este é o monumento mais famoso de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Foi dedicada ao Sheikh Zayed bin Sultán al Nahyan, fundador e primeiro presidente do país, falecido em 2004 e enterrado na mesquita. “Da mesma forma que a lua tem impacto sobre as marés, é o impacto da lua que queremos para o edifício…” “Nossa idéia era criar um edifício que, na lua cheia, fosse iluminado com luz branca, porém com uma textura de qualidade evocativa de nuvens lentamente à deriva frente ao branco e ao negro”, dizem Speirs Jonathan e Associados, que projetaram a iluminação. É a terceira maior mesquita do mundo. Desde o ano de 2008 está aberta a visitantes não muçulmanos. Pode abrigar 30.000 pessoas. Possui 57 cúpulas decoradas com mármore branco; sua fachada mede 90.000 metros quadrados. Quando a lua está na fase minguante, em seu ciclo de 28 dias, cresce paulatinamente a iluminação azul na mesquita para indicar a escuridão. Na décima quarta noite, a mesquita é iluminada no azul mais profundo. O interior da mesquita é espetacular e possui maravilhosas obras com desenhos, como o maior tapete do mundo, de mais de 5.600 metros quadrados, 47 toneladas, tecido totalmente a mão e no qual trabalharam por volta de 1.300 iranianos.As colunas de mármore possuem belíssimos trabalhos em marchetaria formando figuras florais. Temas florais em madrepérola também aparecem em outras salas. Esses temas se repetem aos milhares.A mesquita possui quatro minaretes de aproximadamente 107 metros de altura e 57 cúpulas decoradas com mármore branco, da mesma forma como a decoração interior. Na construção da mesquita foram utilizados aproximadamente 220.000 metros quadrados de pedra. O pátio está pavimentado com desenhos florais em mármore, e ocupa uma superfície de 17.000 metros quadrados. Para a sua construção foram utilizados, entre outros materiais, 110.000 metros quadrados de mármore Branco Sivec.É preciso tirar os sapatos para entrar na mesquita. Esta é a antesala do salão principal. O tapete é um prazer para os olhos e as flores que adornam as paredes são em relêvo.Um imenso candelabro desce da cúpula principal; outros dois estão nas cúpulas menores. São enfeitados com centenas de cristais e pequenas luzes.É o maior candelabro de braços do mundo, de indústria alemã, com 10 metros de diâmetro e 15 metros de altura. Foi feito em ouro, prata e cobre. O ouro é farto em seu esplêndido desenho.Este é o salão de orações, onde fiéis e visitantes devem manifestar o maior respeito.Há muitos trechos do Alcorão distribuidos nas paredes para a leitura das pessoas ajoelhadas. No meio do salão há um púlpito elevado onde são lidas as orações.Quando anoitece em Abu Dhabi, uma tênue luz azul ilumina a mesquita Sheikh Zayed de ponta a ponta. Ela é vista de longe e a distância não diminui o impacto.